Instituto Holístico Verdor  


Bioenergética & Projeciologia

Formando  Terapeutas  e  Cuidadores  Holísticos

 
Transferindo conhecimento holístico para a expansão das consciências para transformar a Humanidade e o Planeta Terra!


NOSSOS CORPOS, A ESSÊNCIA E O EGO

Nossos CorposO mais jovem de meus companheiros dando seqüência ao ensinamento iniciou seu discurso:

— Não nos unimos para efetuar curas, pois como não existe a doença, também não existe a cura. Somos canalizadores da Energia Verde do Universo. Nós nos abastecemos da Energia Verde que é chamada de VERDOR e que tem o poder de re-equilibrar a energia de todos os seres, sempre iniciando de fora para dentro, ou seja, ela começa o re-equilíbrio pela camada mais externa do corpo e, camada após camada, vai restaurando o equilíbrio. O corpo é composto de sete camadas, sendo que as seis primeiras camadas são chamadas de aura e a camada mais interna é chamada de “corpo físico”, como ainda conversaremos sobre a aura, na oportunidade certa detalharemos o tema.

Ele fez menção de tomar fôlego e, como que inspirando profundamente o ar fez vibrar em seu peito a LUZ VERDE, continuando a falar:

— Eu sou Thantarani e eu estimulo a disciplina na vida das pessoas para que não esmoreçam diante de tantas ocorrências em suas vidas. Sou uma espécie de sargento que vigia a saúde física e implementa novos hábitos alimentares, cria as condições necessárias à libertação das prisões em que os nossos “pacientes” se colocam. Sou o zelador do “corpo físico”. Corpo físico é nosso corpo de carne e osso (energia mais densa) e é o veículo com o qual nos expressamos no mundo físico. Esse corpo está sujeito ao tempo, isto é, se deteriora com o passar do tempo e, portanto, chega o dia em que cessam suas funções biológicas e o metabolismo, levando o corpo físico à morte.
Percebi que outro de meus companheiros iria falar e lhe voltei a atenção.

— Eu sou Asgnathor e como nossos amigos aqui minha função é energizar e manter adequadamente energizado o corpo físico. Sou uma espécie de suporte às funções de Thantarani. Sou o zelador do "corpo vital". Corpo vital é a parte tetradimensional do corpo físico, ou seja, é um correspondente intimamente ligado ao corpo físico que, porém, não é visível ao olho humano. O corpo vital também é conhecido como aura, corpo etérico ou ainda, lingan sarira (usado na Índia). É esse corpo que dá vitalidade e calor ao corpo físico e, quando começa a se deteriorar (pois também está sujeito ao tempo) o corpo físico seguramente irá pelo mesmo caminho. Quando da morte do corpo físico o corpo vital também se desintegra.

Então se pronunciou meu mais antigo companheiro:

— Estivemos juntos em tantas viagens, embora você não se recorde de muitas delas, não é mesmo? Sou Radhamés e minha função é a de estimular a abertura dos chacras para que o nosso “paciente” possa manter em equilíbrio todas as camadas energéticas de seu corpo, que foram restauradas pela canalização energética que fizemos, como isso, a “doença” desaparecerá de todos os seus corpos e não mais o perturbará. Sou o zelador do "corpo astral". Corpo astral é o veículo com o qual nos expressamos no mundo astral ou mundo dos sonhos. Este veículo não está sujeito ao tempo, não morre e nem se desintegra quando ocorre a morte física. Este corpo é ligado ao corpo físico pelo “cordão de prata”, também chamado de fio da vida ou ainda Antakarana. É um fio de energia que somente é rompido no momento da morte física. Com o corpo astral podemos atuar conscientemente fora do corpo físico e visitar os diversos lugares do mundo astral ou mesmo do físico. É o que se conhece por desdobramento astral, projeção astral, sonho lúcido, etc.

O último de meus companheiros, disse:

— Na verdade somos obreiros de VERDOR e nossa principal função é distribuir amor, mas antes de darmos seqüência a esse conversa que esperamos ser bastante construtiva vou me apresentar. Eu sou Krhonn e minha função nesta equipe é transmitir conhecimento aos irmãos que atendemos. Abrindo sua consciência de forma que quando concluirmos nossa tarefa de energização, eles, por si só, iniciem uma nova jornada visando seu autoconhecimento e conseqüentemente sua evolução. Sou o zelador do “corpo mental”. Corpo mental é o veículo com o qual nos expressamos no mundo mental, que também se encontra na quinta dimensão, por isso, assim como o corpo astral não morre nem se desintegra quando ocorre a morte física. O corpo mental está relacionado aos nossos pensamentos e funcionalismos cerebrais.

Krhonn levantou os braços como se desejasse receber dos céus uma bênção e neste momento no peito de meus quatro amigos e no meu também a LUZ VERDE vibrou mais forte, retomou a palavra e me disse:

— Seu papel nesta equipe é aprender! Você está incumbido de ser um dos transmissores de tudo o que experimentar, viver, testemunhar, sentir, ver e aprender conosco, através de seu dom de escrever que recebeu de Deus. Será o interlocutor com o mundo terreno e responsável por divulgar o re-equilíbrio energético como forma de gerar a saúde plena. Assim como nós cinco formamos uma equipe, existem milhares de equipes que operam em todos os mundos de diversas dimensões, portanto, não somos os únicos, mas apenas uma minúscula parte de uma imensa equipe de re-equilíbrio energético. Lá no Templo que chamou de gruta, onde VERDOR nasce, você viu milhares de obreiros como nós e certamente conhecerá muitos deles.

Instintivamente levantei o braço pedindo a palavra.

— Sou uma pessoa repleta de defeitos, maus hábitos e sentimentos ruins, meus medos são imensos; tenho medo de estar aqui, tenho medo de vocês, tenho medo de me projetar separando-me de meu corpo, tenho medo de viagens astrais que parecem interminavelmente longas, tenho medo do que posso encontrar por onde tenho que ir. É bem verdade que quando volto de VERDOR, me sinto muito bem, restaurado, feliz e cheio de vitalidade, mas mesmo assim tenho medo. Por que me escolheram?

Radhamés respondeu:

— Não fomos nós que o escolhemos, apenas o aceitamos a escolha d’Ele e confesso que não estamos nem um pouco decepcionados com a escolha, por que embora você tenha se descrito de uma forma totalmente negativa, você é amoroso, paciente, perseverante, bom ouvinte, honesto, justo, generoso, muito prestativo, ama seu semelhante de verdade e com uma pureza de sentimentos que é coisa rara para seu tempo, além de ser um escritor competente. Se isso não bastasse só o fato de ser escolha d’Ele, já nos bastaria. Quanto aos seus medos, desde que você se disponha a estar conosco isso lhe será tirado gradativamente. Uma espécie de cura, que será cortesia de sua equipe de trabalho. O que acha? Vai cumprir sua parte na equipe?

Quando ele falou da “cortesia”, todos rimos, mas sem pestanejar eu respondi, como se a resposta já fizesse parte de mim, tal a segurança com que a pronunciei:

— Claro que sim!

Krhonn falou:

— Bem, nos apresentamos e falamos de nossas funções, com essa explicação, citamos os veículos ou corpos que possuímos. Agora veremos o que anima esses veículos, o que realmente cada um de nós somos internamente. Vamos falar da “Essência”:

Thantarani discursou:

— "Essência", consciência ou alma é de fato o que temos de mais nobre. É uma parte divina que se expressa nas diferentes dimensões através dos veículos citados. No oriente a Essência é também conhecida por Budhata. É o que realmente somos, mas infelizmente está demasiada adormecida e aprisionada em nossos muitos defeitos psicológicos (que também podemos chamar de “eus”) e dificilmente consegue se expressar. A essência é imortal. Em uma criança recém-nascida a Essência se expressa livre dos defeitos psicológicos, o que torna essas crianças belas, inocentes e adoráveis. Infelizmente, com o passar dos anos, a Essência volta a ser aprisionada nos “eus”, e aquela beleza espontânea vai se acabando. Quando dizemos que a Essência volta a ser aprisionada, nos referimos ao fato de que quando nascemos estamos na verdade vindo de uma existência anterior, na qual a Essência já estava aprisionada pelos defeitos psicológicos daquela e de outras vidas.

Asgnathor disse:

— Ego é o conjunto de todos os nossos defeitos psicológicos, também chamados de “eus” ou detalhes do ego. Apesar de ser de natureza inumana também é o que somos. Como a Essência aprisionada dificilmente se expressa, quem atua em nós quase na totalidade do tempo é o ego. Para compreender melhor possuímos 3% de Essência livre (porém adormecida) e 97% de Essência aprisionada nos diferentes “eus”.

Radhamés continuou:

— Os “eus” são como muitas pessoas vivendo dentro de nós, cada qual com suas vontades, opiniões, desejos, pensamentos, etc. Cada uma dessas “pessoas” luta pela supremacia, para ser o comandante da máquina humana. Seria como se a máquina humana fosse um avião tripulado por muitas pessoas diferentes, as quais estão constantemente lutando entre si para ser o comandante e assumir o comando do avião. O ego é pluralizado, é o conjunto de muitíssimos “eus” ou defeitos psicológicos que foram criados e são alimentados por nós mesmos. O ego não morre quando ocorre a morte do corpo físico, segue vivendo na quinta dimensão. Quando a essência retorna em um novo corpo físico o ego torna a se reincorporar neste novo organismo e continua mantendo a essência adormecida e aprisionada.

Krhonn falou novamente:

— Não há nada de divino ou superior no ego. Sem sombra de dúvidas o ego é a causa de nossos sofrimentos, inconsciência e limitações. Felizmente o ego pode ser eliminado de nós e por nós mesmos, de forma voluntária e consciente.

Eu havia compreendido tudo tão claramente como se já soubesse de tudo isso há muito tempo, porém me parecia que tais informações estiveram adormecidas em meu subconsciente por uma eternidade.

Senti que era hora de voltar e me despedi de meus companheiros esticando a mão, mas para minha surpresa eles, um por um, beijaram minha face transmitindo um amor que eu não sabia se havia experimentado antes.

Ao acordar rascunhei um texto sobre aquela nossa conversa e cerca dez anos mais tarde relendo aqueles escritos redigi “Somos produto do estado de espírito que cultivamos!” já postado neste site.

Autor: Julio Lótus

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